Família Beraldo

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Guerino Berardo

Bandeira da Itália Guerino Berardo
Guerino Berardo
A história de nossa família começa com o nascimento de meu bisavô Guerino Berardo a 10/10/1872 na comune de Casaleone, Província de Verona, Itália. Filho do casal Santo Berardo e Rosa Bertoldi. A família chegou a Hospedaria dos Imigrantes no dia 26/01/1888, após desembarcar no Rio de Janeiro no dia 15/01/1888 provenientes do porto de Genova a bordo do vapor Adria. A família era composta, no desembarque, por: Santo Berardo(49 anos), Rosa Bertoldi(49 anos), Guerino Berardo(15 anos), Oreste Berardo(13 anos), Maria Berardo(10 anos), Sibilla Berardo(09 anos) e Pulcheria Berardo(03 anos). Graças a pesquisas recentes, e o auxílio de uma prima, descobri que antes deles chegou o filho mais velho do casal: Lodovico Berardo a 21/09/1887 logo após ter concluido seu serviço militar no corpo da cavalaria de Verona. Lodovico Berardo se fixou na região de Araraquara no hoje munícipio de Boa Esperança do Sul, onde deixou grande descendência. Descobri também que outro filho do casal, Dario Berardo, permaneceu na Itália até concluir o serviço militar e desembarcou no Brasil no dia 21/01/1893. Estes meus antepassados primeiramente se dirigiram à cidade de Itatiba-SP para trabalharem nas fazendas de café onde já se encontrava a Família Beretta, família de onde sairia sua esposa e minha bisavó Emília Beretta. O casal se uniu ali mesmo, em Itatiba, a 01/07/1893. Tempos depois o casal se dirigiu para Itápolis-SP onde formaram grande família. Alguns dos filhos do casal que consegui obter informação: Androsilla Berardo, Ludovico Berardo, Erasmo Berardo(meu avô), Francisco Berardo, Joana Berardo, Rosa Berardo, Almerinda Berardo, Maria Antonia Berardo, Oreste Sebastião Berardo, Mario Berardo e Pompílio Berardo. Graças ao inestimável trabalho de conservação de documentos mantido pelo Arquivo Nacional, sediado no Rio de Janeiro, encontrei cópia de seu prontuario de estrangeiro emitido em Monte Aprazível a 25/04/1942 por força do decreto 3.010 de 20/08/1938 que obrigava o registro de todos os imigrantes no país. Foi neste registro que encontrei a fotografia acima. Guerino Berardo faleceu em sua propriedade, aos 70 anos, em Floreal-SP então subordinada à comarca de Monte Aprazível.

Deixo aqui meus agradecimentos à minha prima Anna Júlia Benassi Beraldo, trineta de Lodovico Berardo, ao Sr. Gervásio Beraldo, neto de Lodovico Berardo e ao Leamar Beraldo, neto do Sr. Gervásio que possibilitou contato com ele e por extensão a este grande ramo familiar.

Veja abaixo as páginas individuais de seus filhos:

Família Beretta

Bandeira da Itália Antonio Beretta e Maria Regini.

Antonio Beretta Maria Regini


 

O casal Antonio Beretta e Maria Regini embarcaram no porto de Gênova-Itália a 22/10/1887 a bordo do Vapor Bourgogne e desembarcaram no porto de Santos a 08/12/1887. A família, no desembarque, era composta por: Antonio Beretta(43 anos), Maria Regini(37 anos), Cesare Beretta(14 anos), Emilia Beretta(12 anos minha bisavó), Regina Beretta(11 anos), Emma Beretta(10 anos), Elizabetta Beretta(08 anos), Ferruccio Beretta(06 anos), Francesco Beretta(04 anos) e Emanuele Beretta(01 anos). Minha trisavó Maria Regini, além dos oito filhos, embarcou grávida, e em Itatiba-SP a 24/05/1888 deu à luz ao primeiro Beretta brasileiro: uma menina de nome Benedicta Beretta. Em seguida, deu à luz a mais três: a 21/11/1889 à Joana Beretta, a 02/12/1893 à Antonia Beretta e a 26/08/1895 à Antonio Beretta. Graças ao Ari Beretta, que dedicadamente coletou e organizou dados relativos à genealogia de sua família, que também é nossa, e inclusive editou um livro com suas descobertas, conseguimos muitas destas informação genealógicas do nosso ramo Beretta. Ao Ari Beretta nossos agradecimentos. O Ari Beretta é bisneto do casal Antonio Beretta e Maria Regini.
Abaixo as páginas referentes a seus filhos:

Família Destro

itsmall2.gif Adélia Destro

Adélia Destro nasceu a 28/02/1914 na Fazenda Santa Luiza, em Ribeirão Preto, no então distrito, hoje município de Bom Fim Paulista.

Era filha de:

itsmall2.gif Giuseppe Destro e Regina Ronca imigrantes italianos de Rovigo.

Avós Paternos:

itsmall2.gif Giovani Baptista Destro e Maria Rogero

Avós Maternos:

itsmall2.gif Nicola Ronca e Teresa Rizzo

Nesta fazenda além de Dona Adélia Destro, nasceram muitos de seus irmãos, entre eles: Antonio Destro, João Baptista Destro, José Destro, Eugênia Destro etc.

Dona Adélia casou-se com Florival santana Guimarães a 02/12/1933, no cartório de Bandeirantes-PR e ali constituíram família. Entre as plantações de café a família começou a crescer. Tiveram doze filhos, seis homens e seis mulheres, todos vivos a exceção do Rubens que infelizmente partiu recentemente. Todos nascidos na fazenda Santa Mariana alguns pelas próprias mãos do Sr. Florival que anotava os nomes e datas de nascimento de cada um e esperou instalar o Município de Santa Mariana para registrá-los na própria terra que nasceram(na época teriam que ser registrados em Bandeirantes).

Os filhos do casal:

Família Albanese

Bandeira da Itália Teodoro Albanese, meu bisavô, nasceu na comune(cidade) de Rizziconi da Província de Reggio Calabria-Itália às 20horas do dia 17/12/1865. Era filho de Vincenzo Albanese e Maria/Carmela Fuda, na época com 40 anos e 36 anos respectivamente, ambos nascidos em local ainda não conhecido. Era neto de Michelangiolo Albanese já falecido na época de seu nascimento. Solicitando informações ao Arquivio di Stato da Provincia di Reggio Calabria consegui cópia de seu "Ruolo Matriculari", uma espécie de documento onde fica registrado todo seu histórico militar. Foi atraves deste documento que pude saber mais sobre ele: altura, físico, e demais informações, físicas e militares. Em Rizziconi também nasceu sua esposa Maria Zappia, nascida a 16/01/1873 filha de Giuseppe Zappia e Grazia Mavini, na época com 30 anos e 24 anos respectivamente. Era neta de Antonino Zappia, já falecido na época de seu nascimento. Teodoro Albanese e Maria Zappia se casaram a 12/08/1891 em Rizziconi e antes de imigrarem para o Brasil tiveram uma filha lá mesmo, Carmela Albanese, nascida a 29/11/1891. Imigraram ao Brasil a bordo do vapor Arno e chegaram no porto de Santos-SP no dia 14/11/1897, passaram pela Hospedaria do Imigrante, hoje Memorial do Imigrante e se dirigiram para São Carlos-SP para trabalharem nas fazendas de café. Foi em São Carlos-SP que nasceu minha avó Pepina(forma diminuta de Giuseppina) Albanese(foto acima), às 22horas do dia 21/03/1899 na fazenda Villa Nova, segundo evidências, esta fazenda "Villa Nova" seria hoje a cidade de Piracicaba-SP. Pepina casou-se em Itápolis-SP a 17/07/1920 com Erasmo Berardo, meu avô. A família Albanese aqui no Brasil teve seu sobrenome modificado para Albanez. Teodoro Albanese faleceu em Itápolis, de morte natural, às nove horas, do dia 19/09/1932 em sua residência na Fazenda Tijuco Preto.

São Berardo

Em 1219, seis franciscanos foram enviados como missionários à Espanha. Tornar-se-ão os primeiros mártires da ordem fundada por São Francisco de Assis. Todos nasceram na Itália. Chamavam-se: Vital, Berardo, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Oto. Dois irmãos leigos e três sacerdotes. Partiram descalços, sem dinheiro e nenhuma provisão. Passaram por Portugal e, enfrentando muitas dificuldades, alcançaram Sevilha, que se encontrava sob o domínio dos mouros. Levados por santa ousadia, pregaram o Evangelho ao próprio rei dos mouros que, irritado por tão grande atrevimento, mandou-os para a prisão. Foram salvos, graças a intervenção do príncipe que convencera o pai a deportá-los para Marrocos. Ali chegados, logo se puseram a anunciar o Evangelho aos marroquinos e ao próprio Miramolim, rei dos mouros. Este os expulsou de suas terras. Os cinco santos, entretanto, retornaram e retomaram a pregação. Insistiam a tempo e fora de tempo, até que foram presos, açoitados e decapitados pelo rei, que julgava assim prestar um culto a Alá, Deus de Maomé, seu santo profeta. Contam que ao receber a notícia do martírio, São Francisco de Assis exclamou com júbilo: Agora posso dizer que verdadeiramente tenho cinco irmãos! Naquele mesmo ano, 1226, morria também o Pobrezinho de Assis.

Dia 16 de Janeiro, dia de São Berardo.